Nova temporada – 16 à 26 de setembro às 19h30min

Em Setembro estréia a nova temporada da peça “A CARPA”
De Quinta à Domingo às 19:30 no Teatro Nelson Rodrigues.

Avenida República do Chile, 230
Conjunto Cultural da Caixa Cultural – Centro
(21) 2262-8152

Prêmio Shell

A peça ” A Carpa” recebe indicação ao prêmio Shell de melhor texto.

::AUTOR
Denise Crispun e Melanie Dimantas (“A Carpa”)

Veja a lista completa dos indicados aqui:
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2010/07/12/roberto-bomtempo-e-miriam-freeland-concorrem-ao-premio-shell-do-rio-veja-lista-de-indicados.jhtm

Marieta Severo e Malu Valle na platéia

Mallu Valle, Ivone Hoffman, Marieta Serevo e Carolyna Aguiar

Clipping – O Globo – Ancelmo Góes

Bel Kutner e Júlia Lemmertz enfeitando a platéia de peça A Carpa.

ATENÇÃO – Sessões Extras em JULHO

Pessoal em JULHO teremos 4 sessões extras as quintas-feiras dias 8, 15, 22, 29 às 17h No Teatro Leblon – Sala Marília Pêra.

Revista Voe Trip

Crônica – Pós-feminismo?

Talento, preguiça e presunção – Crônicas de Antonio Cava.

Pós-feminismo? Fui assistir a peça A Carpa, das autoras Denise Crispun e Melanie Dimantas, texto premiado em concurso da Funarte de 2004. A peça aborda as tradições judaicas, e o conflito generacional entre mãe e filha. O tema das tradições judaicas é um pouco batido, mas o espetáculo preserva a emoção desse embate e valoriza a expressão teatral seja no texto, como na direção e interpretações.

O que mais me chamou a atenção na peça foi a figura do pai, representado por um boneco lendo o jornal em frente à televisão. Eu interpretei essa solução como uma crítica a ausência do pai na educação dos filhos. O boneco também poderia significar a figura do homem como objeto: o provedor ou o reprodutor. Na mesma semana que fui assistir a peça, o cartunista Cláudio Paiva (do Jornal O Globo) fez piada abordando o mesmo tema: Mãe e filha debatem se o pai, imóvel, assistindo à televisão esta vivo ou morto, e o que fazer para que o fato não comprometa o almoço do dia mães.

O texto é muito engraçado e seu humor reafirma a crítica à figura do pai ausente, representado mais uma vez como um simples elemento decorativo na sala. Sempre no jornal O Globo, a escritora Marta Medeiros afirma, respond endo à carta de uma leitora, que a mulher deve ter somente a quantidade de filhos que ela pode sustentar sozinha, independente do parceiro. Ela sugere que mesmo desejando e podendo ter mais filhos a mulher precisa se limitar a seu orçamento pessoal e não conjugal. Com esse argumento a escritora coloca juízo na visão romântica da maternidade mas exclui a figura do pai, com uma visão pessimista em relação ao comprometimento dos homens.

Eu acho que as mulheres têm motivos de sobra por nutrirem essa desconfiança (mágua?) em relação aos homens, e principalmente à figura paterna na educação. Tem uma frase do repertorio da canção italiana, do compositor Franco Battiato que nunca saiu da minha cabeça: ”O analista sabe que a família esta em crise há muitas gerações por falta de pai”. A falta nesse caso foi usada no sentido de ausência. Venho de uma família de homens recatados e mulheres extrovertidas. Nesse contexto nunca presenciei uma rivalidade entre os homens, mas em compensação as mulheres da família apesar de adoráveis, sempre causaram discórdia e conflito: avós, tias, cunhadas, mães, sogras etc. Material rico para um dramaturgo, de fazer inveja a um Mauro Rasi ou um Eduardo de Filippo.

O recato dos homens de minha família foi fundamental na gerência dos egos femininos e no equilíbrio do lar, um silêncio tão poderoso quanto a verborragia feminina. Eu sei que o conformismo é também uma posição ideológica, seja no núcleo familiar como em sociedade inclusive na política, com conseqüências sérias, e o meu discurso em defesa do gênero masculino foi só para dizer que o boneco da peça merecia pelo menos uma fala.

Veja Rio – Lista: Melhores

A Carpa está entre as melhores peças indicadas pela Revista Veja.

Clipping – Cena milenar e inesgotável

Jornal do Brasil – 03/06/2010
Crítica – A Carpa

A imagem em resolução para leitura aqui embaixo!

Clipping – Segundo Caderno

 O Globo – 02/06/2010
Crítica no Segundo Caderno

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